
Se seus familiares do sexo masculino já passaram pelo exame do toque retal para identificar câncer de próstata e você ouviu histórias contadas por ele, provavelmente você ficou com um pé atrás em relação a esse exame. Graças a Deus, Oxum, Oxalá ou seja lá o que for (depende da sua religião), nós somos da geração coca-cola e provalvemente não passaremos por esse exame, pois um grupo de especialistas londrinos desenvolveu um novo medicamento (Abiraterone) para o tratamento do câncer de próstata, que é considerado o mais importante em 60 anos, pois pode reverter a forma mais agressiva do mesmo, resistente e mortal.
O Abiraterone, que bloqueia os hormônios que nutrem as células cancerosas, pode ser usado para o tratamento de até 80% dos casos mais agressivos do câncer de próstata.
O medicamento foi desenvolvido pelo doutor Johann de Bono, que deixou claro no artigo que os estudos precisam ser confirmados em testes muito mais amplos.
O doutor Gerhardt Attard, do Instituto de Pesquisa do Câncer de Sutton, sul da Inglaterra, no qual foi descoberto o medicamento, declarou estar otimista quanto aos efeitos do tratamento.
O estudo publicado hoje é baseado nos resultados obtidos de 21 pacientes com a forma mais avançada e agressiva do câncer de próstata tratados com o Abiraterone, que funciona ao bloquear a produção de hormônios em todo o corpo.
A análise demonstrou uma significativa diminuição do tumor canceroso.
Muitos dos pacientes tratados constataram uma melhora em sua qualidade de vida e alguns abandonaram a morfina que tomavam para aliviar a dor causada pela propagação da doença nos ossos.
Há 60 anos, os cientistas descobriram que o hormônio testosterona nutre a doença.
Os especialistas disseram, no entanto, que nenhum paciente tomou o medicamento por mais de dois anos e meio. Por este motivo, é cedo demais para saber o efeito que ele pode ter na expectativa de vida.
O professor David Webb, especialista em farmacologia clínica da Universidade de Edimburgo (Escócia), disse que o medicamento parece dar bons resultados, mas "ainda está na etapa preliminar de desenvolvimento clínico".
Provavelmente, esse medicamento ainda vai demorar alguns anos até que esteja 100% disponível, mas o dia de isso acontecer está cada vez mais próximo. Viva a ciência!
via [G1]
2 comentários:
Ótima notícia \o/
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